14 de agosto de 2012

Musculação voltada ao tratamento de doenças crônicas


Musculação é indicada para tratar obesidade, porém, eficiência na prevenção ou recuperação de doenças crônicas ou degenerativas ainda gera surpresa. 

Ultimamente, um dos assuntos pelos quais os profissionais de educação física têm demonstrado maior interesse é em relação à prática do exercício físico voltado à saúde, mais especificamente ao tratamento da obesidade.

Esse interesse pelo tema não é fruto da mera curiosidade e sim um indicador de que mais e mais alunos com sobrepeso estão ingressando nas academias.

Mario Charro, professor e coordenador do curso de pós graduação em musculação e condicionamento físico da FMU e Univ. Gama Filho, é com frequência convidado a dar cursos e palestras sobre a prescrição de treinos de força muscular voltados ao emagrecimento, a gestantes, a cardiopatas ou a hipertensos.

Pergunto se a explicação para o aumento do número de alunos obesos nas academias seria a maior consciência das pessoas em relação aos benefícios da atividade física para a saúde. “Também”, responde Charro. “Aliado a isso, porém, está o fato de que o número de obesos no país vem aumentando bastante. Dados do IBGE indicam que, de 1974 para cá, houve efetivamente uma evolução da população obesa ou com sobrepeso no Brasil”. 

Nas academias, muita coisa evoluiu também. Antigamente, a musculação só era indicada para os casos de aumento da massa muscular ou para atender a objetivos estéticos.

Hoje, os benefícios do treino de força na perda de peso também já são conhecidos, embora muita gente não compreenda perfeitamente os mecanismos que regem a sua atuação. É preciso ter em mente os fatores ligados ao processo de emagrecimento: taxa metabólica de repouso, gasto calórico da atividade, carga e intensidade do treino...

Por outro lado, se enquanto a indicação da musculação para tratamento da obesidade já começa a ser amplamente aceita, a eficiência do treino de força na prevenção ou recuperação de doenças crônicas ou degenerativas ainda gera surpresa.

No INCOR, já há algum tempo tem-se prescrito o treino de força para o tratamento de pacientes com histórico de hipertensão, diabetes e cardiopatias, inclusive pacientes com câncer e aids, com grandes resultados.

Para quem tenta apontar qual programa de treinamento – baseado na força muscular ou exercício aeróbico - proporciona maiores benefícios ao corpo, Charro adianta que o ideal é uma combinação das duas atividades, compondo um treino que melhor atenda aos objetivos do aluno. 

É preciso atentar para não montar um programa de treinamento concorrente, pois os benefícios de uma atividade podem acabar comprometendo os benefícios da outra.

A recomendação é fazer uma combinação de modo a priorizar a área onde reside a preocupação maior do aluno. Ex: se a intenção do aluno é melhorar a condição cardiorrespiratória ou neuromuscular, é importante iniciar o programa com o treino de força, deixando a atividade aeróbica para depois. Já se o objetivo é a perda de peso, tanto faz começar pelo treino de força ou pelo aeróbico, os benefícios serão os mesmos.


Um comentário:

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