19 de julho de 2011

Fisiculturismo : "somos a F-1"




O leigo que observa um praticante do fisiculturismo em momento de competição, com músculos saltando e definição corporal aparentemente no limite, talvez imagine a maratona de malhação a que esses atletas são submetidos e, em alguns casos, se apega à reputação de prática ligada ao universo dos anabolizantes. É contra esta imagem padrão de sua modalidade que os culturistas desfilam um afinado repertório de argumentos de defesa, na tentativa de fincar a atividade dentro do rol de esportes benéficos à saúde.

Uma dessas imagens que compõem a visão mais leiga do fisiculturismo é a de que a prática desafia a saúde com seus supostos exageros, seja nos treinos ou nos hábitos de alimentação. Neste quesito em particular, os praticantes afirmam com a convicção de um ideal que a meta de construção de músculos é mais saudável do que alguns acontecimentos melhores aceitos na sociedade.

"Uma modelo fica sem comer para ficar magrinha, arrisca a sua saúde, e depois a gente é que é errado. A gente que só leva coisa boa para o corpo", diz Lucas di Santi, brasileiro campeão mundial da Nabba (National Amateurs BobyBuilders Association), uma das entidades mais tradicionais do fisiculturismo, em menção a casos de bulimia entre as meninas que desfilam.

"Fazemos exames antes, durante e depois das competições. Apresentamos estados de saúde inalterados em todos eles. Passamos por exames de colesterol, de fígado, por check up completo. Tudo é documentado", afirma José Guilherme Jr., praticante e técnico de Di Santi.

Na visão de quem carrega a bandeira do fisiculturismo nas primeiras linhas de batalha, pelo menos aqui no Brasil, a prática deveria ser mais bem aceita pela sociedade também em razão de sua finalidade desbravadora para o universo do fitness. Eventuais exageros de treinamentos e de hábitos alimentares funcionam como uma espécie de experimentos para os milhares de praticantes comuns da musculação ao redor do mundo, alegam os defensores. Neste conceito, incluem-se os riscos.

"O fisiculturismo está para a preparação física como a Fórmula 1 para o automobilismo. Você não critica o cara por andar a 300 km/h, mas eles desenvolvem os freios ABS que você anda por aí. Fazemos o mesmo para os métodos de treino e de fitness de todo mundo", argumenta Fernando Marques, representante em São Paulo da IFBB (International Federation of Body Building and Fitness).




UTOPIA OLÍMPICA: "O CICLISMO TEM MAIS CASOS DE DOPING"

A expectativa é de que o fisiculturismo apareça como esporte de demonstração durante os Jogos Pan-Americanos de Guadalajara, neste ano, em uma batalha de décadas que hoje sonha com o ingresso da prática como exibição na Olimpíada do Rio de Janeiro. No entanto, a associação comum da atividade com o doping torna a missão quase improvável, na visão de dirigentes brasileiros.

"Vejo como uma utopia. Acho que é mais fácil tornar o esporte profissional no país e conseguir bons prêmios. Pelo crescimento do mercado, essa é a visão mais realista. É até o que as empresas ligadas ao esporte desejam, é melhor para elas", diz Fernando Marques, da IFBB, em referência aos fabricantes de suplementos.

Com um ar de resignação pela exclusão da "família olímpica", os nomes importantes do fisiculturismo do país não negam os incidentes com substâncias irregulares, mas contestam os modelos de controle antidoping atualmente praticados no universo dos esportes amadores, como ciclismo e natação.

"Para ingressar no universo olímpico, qualquer modalidade precisa se enquadrar em parâmetros. Um deles é o controle de doping. E o nosso esporte tem como outdoor o corpo, por isso o preconceito. Muita coisa é mito, muita coisa é verdade. Mas a gente sabe que o antidoping é uma grande demagogia. Se fosse feito em todos os atletas, poderíamos confiar. Mas é feito por sorteio", comenta Rodrigo Koprowski, presidente da Nabba no Brasil.

"Toda hora aparece um caso no ciclismo. É o esporte com maior número de casos. Na natação também acontece bastante. Já vi muito", afirma o campeão Lucas di Santi.


"MILAGRE" DA PERDA DE PESO: 40 QUILOS EM TRÊS MESES

O idealismo a respeito da prática do fisiculturismo como benefício à saúde recentemente inspirou José Guilherme Jr. a encarar um desafio dos mais complexos. O treinador relaxou no peso planejadamente para poder se colocar à prova de uma missão de emagrecimento através da prática de sua modalidade.

Desta forma, o treinador de Lucas di Santi diz ter conseguido passar de 139 kg em dezembro de 2010 para 98 kg em março de 2011, em três meses.




Fonte : UOL

Um comentário:

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