23 de março de 2011

Comer saudável não garante longevidade


Comer vegetais, fazer esportes, não ter muitas preocupações e estar sempre sorrindo podem fazer bem para a saúde. Mas não são indicativos de que você vá viver mais tempo.

A afirmação é dos autores do mais longo estudo já feito sobre a relação entre personalidade e expectativa de vida, o "Longevity Project", da Universidade da Califórnia.

Durante 20 anos, Howard Friedman e Leslie Martin, professores de psicologia da universidade, estudaram os dados de 1.500 pessoas que participaram de uma pesquisa iniciada em 1921, por um psicólogo da Universidade Stanford.

Os resultados estão no livro "The Longevity Project: Surprising Discoveries for Health and Long Live from Landmark Eight-Decade Study" (ed. Penguim), que acaba de ser publicado nos EUA (não tem previsão de lançamento no Brasil) e derruba várias hipóteses sobre comportamentos que aumentariam a expectativa de vida. Não foi achada relação entre hábitos alimentares e vida mais longa, por exemplo.

"O mais surpreendente foi descobrirmos que as pessoas mais felizes e extrovertidas na infância morreram mais cedo. É o oposto do senso comum sobre longevidade", disse Leslie Martin.

Segundo a psicóloga, a característica predominante na infância dos que viveram mais tempo com saúde foi o senso de responsabilidade.

"Eram crianças mais sérias e mantiveram essa característica de forma consistente durante a vida. Nossa hipótese é de que elas evitavam comportamentos de risco e cuidavam mais de seu bem-estar e o do próximo", explica a psicóloga.

Ela acrescenta que essa personalidade não significa vida "certinha" sem graça. "Os registros mostram que foram pessoas criativas, intelectualmente ativas e que construíram carreiras e redes de relacionamento muito interessantes."

Outro resultado intrigante do estudo foi o peso do casamento na expectativa de vida. Algumas pesquisas mostram que pessoas casadas são mais saudáveis e, teoricamente, vivem mais.

"Em nossa pesquisa, isso foi verdade para os homens. Para mulheres, o casamento não aumentou nem diminuiu a expectativa de vida", afirma Martin.

O divórcio também não influenciou o tempo de vida das mulheres, independentemente de elas terem ou não encarado outro casamento.

Martin explica que vínculos afetivos influenciam positivamente a saúde, mas o principal é a qualidade dos relacionamentos.
"As pessoas que viveram mais não foram as que tiveram mais amigos. E mulheres que terminaram um casamento que não estava indo bem tiveram uma ótima e longa vida após o divórcio."



7 comentários:

  1. Um dos posts mais interessantes sobre o tema que já li por esses blogs à fora cara, realmente compartilho da conclusão desse estudo... A longevidade não tem fórmula, não por isso devemos descuidar e deixar de lado uma vida saudável etc. Muito bom mesmo.

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  2. Sempre tive essa opinião, só há longevidade pra quem tenha o que viver. Só comer bem não faz muita diferença na minha opinião, eu por exemplo como super mal, mas minha saúde é perfeita.

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  3. Interessantíssimo!
    Não vejo que existam regras para se garantir uma continuidade maior do período de vida. Acredito que hábitos saudáveis sejam necessários, mas em contrapartida não são somente eles que regem essa possibilidade. A questão, a meu ver, está mais na personalidade, na forma como a pessoa encara as situações que vida oferece.

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  4. Ótimo, sempre fui uma criança introspectiva e vivo me entupindo de porcarias...acho que é um bom sinal hahahahahha...=PP

    www.femalerocksquad.wordpress.com

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  5. Ola todos, concordo tb que a longividade é para quem tenha o que viver, e mesmo que nao tenha uma formula disso, não podemos descuidar mesmo assim! Abço e fica com Deus.

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  6. Depois de uma noite lendo um mar de blogs insossos, leio algo realmente interessante.

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  7. Pelo visto acho q.devo concordar,o negocio é cumer o que aparecer.

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