16 de novembro de 2010

Ponto Negativo





Um dos títulos do meu último post foi “Ponto Positivo” e meu texto dizia: A coluna Painel de 01/11 e o caderno Eleições de 02/11, ambos da Folha de S.Paulo, relatam o interesse do presidente Lula na permanência de Fernando Haddad no comando do ministério da educação(MEC). Se a permanência se confirmar, o governo Dilma já começa com meio caminho andado, pois educação deve ser o fundamental do fundamental e, seguramente, Haddad é o melhor ministro da educação que o Brasil já teve na sua história.
O título deste texto, obviamente, diz respeito ao caos que tomou conta do ENEM pela segunda vez consecutiva. Ano passado foi o vazamento do gabarito antes da prova. Neste ano, por sua vez, erros em cadernos de resposta que prejudicaram muitos estudantes.

Não mudo minha opinião acerca do desempenho do atual ministro da educação, Fernando Haddad, no desempenho de suas funções, até porque a tenho em virtude de mudanças estruturais – como o fortalecimento às universidades federais e um programa especial voltado à capacitação e melhora dos ensinos de base e fundamental - que são importantíssimas para o desenvolvimento do nosso sistema educacional e que, seguramente, serão melhores avaliadas futuramente.

Todavia, não posso ignorar os erros cometidos no ENEM e, por conseguinte, deixar de constatar o grave ato falho cometido pelo MEC. Ainda que me pareça que os problemas não tenham ocorrido por má-fé, eles não devem ser ignorados. São muito sérios e devem ser tratados com o devido rigor.

Em vista disso, pululam vozes a favor da não permanência de Haddad no MEC, o quê, a meu ver, apesar de ver com bons olhos sua atuação, me parece até razoável. O problema reside em quem será seu substituto. Se for um dos nomes que vêm sendo ventilados...



 

Corporativismo injustificável

Enquanto magistrados cometem crimes e são “penalizados”, ou melhor, agraciados com aposentadoria compulsória, nós, pobres mortais, ficamos indignados com mais um lobby dos onipotentes, sem aspas mesmo, juízes brasileiros.

A AMB (Associação dos Magistrados Brasileiros) luta pela inconstitucionalidade da PEC 505/2010, que visa à perda do cargo do magistrado como medida disciplinar. Os “nobres” magistrados, e aqui vale as aspas já que o fato de serem onipotentes não quer dizer que sejam nobres, ainda que assim se sintam, argumentam que o texto flexibiliza a vitaliciedade do juiz e fere a independência do magistrado.

Enquanto isso, somos obrigados a pagar salário vitalício, sem que precisem trabalhar, a pessoas que dizem sandices como esta: “o juiz de Sete Lagoas considerou inconstitucional a Lei Maria da Penha em diversas ações contra homens que agrediram suas companheiras, alegando ver na legislação "um conjunto de regras diabólicas" e dizendo que "a desgraça humana começou por causa da mulher".

 
 
 
Por : Pedro Rossi

2 comentários:

  1. Esse é o retrato do nosso país, esta complicado haver mudanças, enquanto isto....
    Abraços forte

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  2. Enem, uma cantiga que já fez sucesso. Hoje uma lambança de enormes proporções que é creditada a fatores que não se sustentam. Incompetência de quem dirige

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