2 de agosto de 2010

Verdades indeléveis


Blog do Sakamoto (Leonardo Sakamoto é coordenador da ONG Repórter Brasil).

Por fim, o debate aponta que modelo de país queremos ter. A sistemática ausência do Estado e a mais sistemática ação de determinados grupos ditos liberais de reduzir a importância da ação estatal ajudou a espalhar cada vez mais aberrações do tipo “o Estado não deve regular nossa vida”. Quando, na verdade, leis que criminalizam a violência contra a criança estão criando regras para balizar mais liberdade e menos dor.
Para muita gente, a discussão deveria sair do âmbito das políticas públicas (que existem exatamente para dar apoio a grupos fragilizados) e passar unicamente para o espaço privado. Pois o Estado tem que se preocupar com coisas mais importantes, como auxiliar o capitalismo brasileiro a se desenvolver serelepe.
Por esse pensamento, leis que concederam direitos e que dependeram da ação do Estado, mesmo indo contra grupos numericamente relevantes ou economicamente poderosos, nunca teriam sido aprovadas.


Políticas públicas são fundamentais, em todos os níveis, para que se atinja um país mais justo e menos desigual. Qualquer iniciativa diferente disto, ainda que bem intencionada, é mera perfumaria na busca desses ideais.


Claudio Weber Abramo, Diretor-executivo da Transparência Brasil, na Folha de S.Paulo de 31/07/2010, em sua coluna.

A PREDOMINÂNCIA da projeção de imagem sobre a substância (algo que não é exclusivo da política, num país em que, em todos os campos e sem exceção, a conversa fiada é sempre mais valorizada do que a realidade) torna programas de governo de candidatos peças quase descartáveis.

Neste nosso mundo - capitalista, individualista, contemporâneo, enfim, seja lá qual denominação se quiser adotar -, infelizmente, a embalagem é mais importante do que o conteúdo.


João Francisco Justo Filho, professor da Escola Politécnica/USP, na Folha de S.Paulo.

A raiz da crise talvez tenha sido exatamente o mecanismo de contratação do mercado financeiro.
Nas últimas décadas, tornou-se comum contratar físicos, matemáticos e engenheiros, ampliando o horizonte cultural do mercado.
Dessa forma, o mercado passou a conviver com profissionais capacitados em entender os fenômenos físicos e construir modelos. Essa cultura passou a ser usada para construir modelos para prever os movimentos das bolsas, os mercados de derivativos e as taxas de juros.

Os ganhos fáceis e os lucros exorbitantes têm limites aos quais nem o mais requintado dos modelos matemáticos é capaz de prever. A economia não é uma ciência exata, inanimada, muito pelo contrário!



Por : Pedro Rossi

2 comentários:

  1. O dicionário diz que Política denomina arte ou ciência da organização, direção e administração de nações ou Estados.
    Que ela se manifeste como justa igualdade social.
    Abraço!

    ResponderExcluir
  2. põe indeleveis nisso!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!

    ResponderExcluir

Por favor ... deixe seu comentário.