13 de julho de 2010

Curtas, mas brutas




Juízes dão péssimo exemplo

“Bancos públicos e privados, estatais, construtoras e empresas de telefonia, num total de 35 empresas, desembolsaram R$ 3 milhões para patrocinar o 2º Congresso das Carreiras Jurídicas de Estado, que ocorreu de terça-feira até ontem em Brasília.

O evento reuniu cerca de 2.000 convidados, sendo que 800, entre eles juízes federais, procuradores, peritos criminais federais e advogados públicos, tiveram passagens, alimentação e hospedagem em vários hotéis de Brasília custeadas pela organização do congresso.”

Como se vê, um caso claro de conflito de interesses inadmissível para esta classe ao mesmo tempo tão importante e prepotente. Como acreditar na lisura de um julgamento proferido por um desses beneficiados acima no qual uma dessas grandes empresas seja parte? Complicado.

O ocorrido não é novidade, ao contrário, é praxe neste tipo de evento de magistrados. Está na hora do Conselho Nacional de Justiça (CNJ) tomar alguma providência contra este fato grave e perigoso.

Cadê o programa de governo?



José Serra (PSDB) e Dilma Rousseff (PT) são os escolhidos por seus grupos políticos à corrida presidencial desde o fim do ano passado. Todavia, neste tempo todo, não foram capazes de elaborar um programa de governo sólido. Quando digo sólido, me refiro a um programa de governo real, firme e de consenso dentro de suas bases aliadas, sem qualquer juízo de valor.

Se Dilma entregou um programa pela manhã do último dia permitido a se oficializar as candidaturas e, diante de pressões aliadas, o alterou, entregando outro mais ameno à noite, o candidato José Serra não fica atrás. Apesar de todo escarcéu provocado pelo tucano na mídia, vale lembrar que nosso ex-governador sequer entregou suas intenções. Ao invés, apresentou dois discursos mambembes e os registrou como seu programa de governo. Ou seja, ponto negativo para ambos.



Interferência perigosa


O diretor de jornalismo da TV Cultura, Gabriel Priolli, não durou mais que uma semana no cargo. Em virtude de uma reportagem produzida pela emissora acerca dos problemas e dos aumentos das tarifas dos pedágios paulistanos, que nem chegou a ser exibida, pois foi barrada, Priolli foi imediatamente demitido.

Comenta-se que tal ato se deu por influência da alta cúpula do PSDB, por meio de João Sayad, braço direito de Serra e recentemente nomeado para a presidência da Fundação Padre Anchieta, mantenedora da TV Cultura.

João Sayad nega.

Entretanto, se a versão da interferência política for verdadeira, trata-se de perigosa e inadmissível influência aos meios de comunicação.

Ah se fosse o PT...




Por : Pedro Rossi

3 comentários:

  1. Olá,Pedro!
    É cada uma que nos deixa atônitos.
    Reflexão para eleger.
    Abs!

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  2. Mídia e política são duas coisas bem delicadas...E o mais interessante de tudo isso, é que nós, cidadãos temos o poder sobre o dois, mas não exercemos...É uma coisa pra se pensar, muito!
    Bjs

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  3. Interessante, o Brasil é um país bom, povo ordeiro, alegre, animado, talvez por isso os políticos daqui seja tão medíocres, ou espertos, depende do interesse deles. A Dilma não tem direcionamento, o Serra privatiza tudo o que encontra pela frente, é a favor da democratura, a Marina não diz a que veio como candidata, nem discurso ou motivação tem, estamos no mato sem cachorro.

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