17 de junho de 2010

O que mais é preciso mostrar ?


Quanto tempo, quantas vezes, quanto espaço deverá ser ocupado por cada um até, afinal de contas, descobrir o real sentido da Vida?

Quanto tempo as pessoas deverão ficar na tentativa do reconhecimento?

Será que conhecer-se novamente, ou reconhecer-se, é tão difícil assim?

Será que as pessoas, com tudo que têm para ver, para ouvir, para pegar, para experimentar não entendem, afinal de contas, quem são, de onde vieram e para onde deverão ir um dia?

Será que é tão difícil assim? Será que é tão difícil assim?!

Será que o deus da matéria é tão poderoso que vence o Deus que fez inclusive a matéria?

Será que a parte é maior que o Todo?

Será que a lógica racional e transcendental desaparece dentro da individualidade do povo que vive a época em que nós vivemos?

Será que as pessoas não sentem ser lógico que a criatura não pode ser mais que o Criador? E que a criatura, nós, e o deus da matéria, também, foram todos criados por um Deus que é maior?

Será que as pessoas, um dia, não vão parar de render homenagem ao efêmero, ao passageiro? Será que é impossível ou será que a tecnologia terá de descobrir uma injeção, um líquido, para ser injetado nas veias de cada um, para afinal reconhecermos quem somos?

Será que pelos processos filosóficos, mentais, experimentais, já não nos foi dado um grande laboratório?

Será que os nossos órgãos dos sentidos não representam sensores que verificam as experiências do dia-a-dia, do dia-a-dia de todos os anos, de todos os anos existentes em todos os séculos na nossa história? Será que esses sensores não levam tudo a um cérebro, a um computador? E será que nós já não temos um grande laboratório para nos fornecer a resposta?

O que mais é preciso?

Eu até penso: se as pessoas não tivessem pernas nem braços, fossem surdas, mudas, cegas e fossem colocadas aqui, será que no decorrer dos séculos, pensando, meditando, não teriam mais chances de descobrir? No entanto, eu creio que o Criador sabe, realmente.... O Criador sabe, realmente, porque nós temos os elementos de manifestação: pernas, braços, voz...

Será que é tão difícil reconhecer o certo e o errado?

Quantos véus existem escondendo a centelha divina?

Até o trabalho do reconhecimento foi feito. E é feito. E será feito. A tarefa está bem mais fácil. A tarefa aqui fica simples!

Basta pôr um ponto final nas hipocrisias!

Basta pôr um ponto final no que é errado!

Basta lembrar que, se não é, não merece!

Basta lembrar que existe uma remissão de erros!

Basta lembrar.

Pare de tentar o caminho que você sabe que é errado. Exponha-se à luz. Pare de andar pela escuridão.

O que mais é preciso mostrar? O que mais é preciso fazer?




Dr. Celso Charuri - escrito em 10 de junho de 1981

6 comentários:

  1. Meu querido amigo,é por este tipo de leitura que amo participar do dihitt.Seu post é maravilhoso,este é o tipo de leitura que me fascina.Tudo que nos leva a meditar em noso Deus, na existencia ,na magnetude e no amor divino.Texto que serve de reflexão para aqueles que acham que Deus nada mais é que a matéria em si.Bjus querido e mil vezes parabéns

    ResponderExcluir
  2. que lindo post!
    a humanidade hj caminha a passos bem malucos.. um dia estamos de um jeito e parece q na noite ja para o amanhecer do próximo dia acontece várias coisas.. e quando acordamos.. tudo está mudado..
    só Deus mesmo para mudar a todos para o bem!

    ResponderExcluir
  3. Oi. Gostei da reflexão que você traz nesse post. Bem interessante. Gostei, sobretudo, da parte que diz que o criatura não pode ser maior que o criador e concordo com isso, se bem que, ultimamente, ele venha querendo ser bem mais que o criador a ponto e chegar a dzer que ele é tão-somente uma invenção da mente humana para ter no que se agarrar, em que sustentar diante de algum problema...

    ResponderExcluir
  4. Erich,dou uma salva de palmas de pé,pelo seu artigo.Vamos dar um basta a hipocrisia!E nunca se esquecer que sempre há tempo de consertar nossos erros.
    Bjos

    ResponderExcluir
  5. Erich, parabéns pela coragem de expor um texto tão profundo e Divino! Reparei que só mulheres comentaram e elogiaram sua atitude, pois venho me manifestar representando os homens, já que muitos de nós não levamos a sério essas questões tão essenciais e ainda dizemos que o amigo está ficando sensível demais quando manifestam esse lado! Um abraço, Rodrigo.

    ResponderExcluir
  6. As pessoas vivem falando sobre as religiões, sobre os deuses, sobre o céu e o inferno...
    Todos sabem que a verdadeira questão não é a religião ou Deus. A real preocupação está no que acontece depois da morte. As pessoas querem mesmo é saber o que irão encontrar DEPOIS.
    Qual seria a sua preocupação se soubesse que não morreria - que é imortal? Nenhuma, é lógico!
    Por que se preocupar com Deus se ele não tiver poder sobre a alma? Se ele não pudesse lhe “mandar” para o céu ou para o inferno? O que ele cobraria de você se você não pudesse morrer?
    A morte é a questão essencial. Sem a morte não haveria religião ou deuses.

    Diretamente, através da verdade, ou indiretamente, através das religiões, a morte é a questão central.
    Como conseguir viver acreditando que tudo que você conquistou até hoje é seu de verdade, se esta vida vai acabar na morte? Dessa forma, a vida não teria sentido, seria apenas casualidade.
    Mas é assim que acontece com a vida: quando menos espera, você morre e "acaba" tudo.
    Os cristãos acreditam que a fé em Jesus Cristo proporciona aos seres humanos a salvação e a vida eterna. Alguns crêem que precisam cumprir certas obras para obter a salvação (salvação por obras).
    Outros crêem que a fé só pode ser demonstrada se a pessoa agir de acordo com aquilo que crê (salvação pela fé no sacrifício), embora o que salve seja a fé. A visão cristã sobre a vida após a morte envolve, geralmente, a crença no céu e no inferno.
    Não há como negar, a religião existe por causa da morte! A morte continua sendo o centro.
    A religião nada mais é do que uma tentativa de fuga para a imortalidade.
    Em vão, infelizmente para os crentes....

    ResponderExcluir

Por favor ... deixe seu comentário.