26 de outubro de 2009

Genocídio Armênio


O século XX foi marcado por diversas guerras e extermínios de diferentes etnias. Apesar da tentativa de limpeza étnica, felizmente nenhuma etnia foi varrida do mapa. As cicatrizes, no entanto, permanecem bastante vivas. O episódio mais conhecido é o genocídio dos judeus perpetrado pelos nazistas. Mas igualmente hediondo e proporcionalmente até mais letal que o judaico foi o genocídio armênio praticado pelos turcos. Estima-se 1,5 milhão de mortos em uma população de aproximadamente 4,5 milhões de pessoas. Assustador!

Porém, estranhamente, o mundo insiste em relegar tal acontecimento. Vale registrar que qualquer boa literatura que ao menos perpasse pelo tema ou pela época, véspera da 1º Guerra Mundial, cita e reconhece o primeiro genocídio ocorrido no século passado. Como exemplos menciono o historiador Eric Hobsbawm e a socióloga judia, vítima do nazismo, Hannah Arendt. Esta, inclusive, afirma que o povo armênio merece a mesma atenção e proteção, e eu incluo reparação, dispensada aos judeus em virtude do nazismo. Mas parece que esta reparação nunca chegará.

Isto porque no início deste mês o governo armênio assinou um acordo com o governo turco que tem por objetivo estabilizar relações diplomáticas e abrir fronteiras após um século de hostilidades. Acordo que é bastante contestado por grande parte dos armênios, sobretudo aqueles originários da diáspora, já que a Turquia reluta, após quase um século e irrefutáveis evidências, em reconhecer as atrocidades que cometeu contra seus vizinhos.

O que fica cada vez mais difícil diante deste acordo assinado por ambos os países sob forte influência americana. Os EUA, do Nobel da Paz Barack Obama, como aliado de Armênia e Turquia e com grandes interesses na região, dispensou grandes esforços em prol de um acordo egoísta que renega, cada vez mais, os justos direitos de um povo submetido a uma carnificina. O que, claramente, não se coaduna com o título recebido pelo presidente norte-americano, afinal, todo povo tem o mesmo valor, independentemente de sua relevância mundial e poderio econômico, e, portanto, merece ser tratado com equidade e respeito.







Por : Pedro Rossi

3 comentários:

  1. É uma pena o pensamento ainda ser esse, países com pouca relevância econômica serem tratados desta forma.

    Belo texto

    http://paulogarcias.blogspot.com/

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  2. Mto bom! Gosto de textos e blogs cujos temas abordem assuntos mais sérios. As vezes escrevo, mas também depende do meu ânimo.
    Até mais.

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  3. Mto bom, ja to te seguindo, passa lá>
    Tenha uma ótima semana!!

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