14 de abril de 2009

Voto de minerva na casa da mãe Joana.

VOTO DE MINERVA
Na Mitologia Grega, Orestes, filho de Clitemnestra, foi acusado de tê-la assassinado. No julgamento havia empate entre os jurados, cabendo à deusa Minerva, da Sabedoria, o voto decisivo. O réu foi absolvido, e Voto de Minerva é, portanto, o voto decisivo.

CASA DA MÃE JOANA
Na época do Brasil Império, mais especificamente durante a menoridade do Dom Pedro II, os homens que realmente mandavam no país costumavam se encontrar num prostíbulo do Rio de Janeiro cuja proprietária se chamava Joana. Como, fora dali, esses homens mandavam e desmandavam no país, a expressão casa da mãe Joana ficou conhecida como sinônimo de lugar em que ninguém manda.

NAS COXAS
As primeiras telhas do Brasil eram feitas de argila moldada nas coxas dos escravos. Como os escravos variavam de tamanho e porte físicos, as telhas ficavam desiguais. Daí a expressão fazendo nas coxas, ou seja, de qualquer jeito.

CONTO DO VIGÁRIO
Duas igrejas de Ouro Preto receberam, como presente, uma única imagem de determinada santa, e, para decidir qual das duas ficaria com a escultura, os vigários apelaram à decisão de um burrico. Colocaram-no entre as duas paróquias e esperaram o animalzinho caminhar até uma delas. A escolhida pelo quadrúpede ficaria com a santa. E o burrico caminhou direto para uma delas... Só que, mais tarde, descobriram que um dos vigários havia treinado o burrico, e conto do vigário passou a ser sinônimo de falcatrua e malandragem.

A VER NAVIOS
Dom Sebastião, jovem e querido rei de Portugal (sec XVI), desapareceu na batalha de Alcácer-Quibir, no Marrocos. Provavelmente morreu, mas seu corpo nunca foi encontrado. Por isso o povo português se recusava a acreditar na morte do monarca, e era comum que pessoas subirem ao Alto de Santa Catarina, em Lisboa, na esperança de ver o Rei regressando à Pátria. Como ele não regressou, o povo ficava a ver navios.

NÃO ENTENDO PATAVINAS
Os portugueses tinham enorme dificuldade em entender o que falavam os frades italianos patavinos, originários de Pádua, ou Padova. Daí que não entender patavina significa não entender nada.

DOURAR A PÍLULA
Antigamente as farmácias embrulhavam as pílulas amargas em papel dourado para melhorar o aspecto do remedinho. A expressão dourar a pílula significa melhorar a aparência de algo ruim.

SEM EIRA NEM BEIRA
Os telhados de antigamente possuíam eira e beira, detalhes que conferiam status ao dono do imóvel.
Possuir eira e beira era sinal de riqueza e de cultura.
Estar sem eira nem beira significa que a pessoa é pobre e não tem sustentáculo no raciocínio.

14 comentários:

  1. hehehe adorei

    o nome da minha companhia de dança é Mãe Joana, mas não é por causa disso...

    e adorei o "a ver navios" !

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  2. Gostei muito desse post. Ele é "históricamente interessante", vamos dizer assim.

    Fico analisando o quanto as pessoas -me incluo nelas, muitas vezes- costumam utilizar expressões das quais desconhecem o significado ou a origem.

    Já conhecia alguns, como "voto de Minerva", "nas coxas" e "conto do vigário". Dos outros, só conhecia o significado, mas nunca a origem histórica.

    Um abraço!
    www.lizziepohlmann.com

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  3. Muito bom, alguns dele eu já conhecia a história, como Conto do Vigário, Casa da Mãe JOana e nas Coxas. Sempre bom ler estas curiosodades.

    Forte abraço

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  4. Curiosidades esclarecidas que iluminam a nossa fala e nos ajudam a dizer as coisas com sentido.
    Parabéns!
    O seu blog é soberbo!

    Blog em Português: http://goiaschaopoemadobao.blogspot.com/

    Blog in English: http://onaldoscorner.blogspot.com/

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  5. Bom dia!

    Essa das patavinas foi nova para mim.

    A expressão eu já conhecia (até usei algumas vezes), mas desconhecia a origem.

    Gostei muito da postagem!

    Kiso

    http://garotapendurada.blogspot.com/

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  6. boas colocações algumas eu ja conhecia e outras foram novas para mim... meu telhado nao tem eira nem beira... abraço

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  7. interessante...conheço uma certa pessoa sem eira nem beira ma vive como se tivesse... coitado! rsrs

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  8. rsrs
    legal
    gostei mais do sem eira nem beira
    xD

    se puder
    http://sonabrisa.nomemix.com/

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  9. Sempre falo alguns desses, mas nunca procurei saber de onde vinham. Ótimo artigo!

    Abraços

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  10. alguns eu manjava e outros nao!!!interessante mas nas cochas para mim tem outro significado - nao sair uma mas eu posso gozar nas coxinhas...é mais ou menos por ai e um pouco menos.

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  11. Adoro saber significados de frases e qd vi esse post pensei, que delícia, vou ler com calma mesmo. O que mais me chamou a atençao foi o "Não entendo patavinas". Putz! Não imaginava que realmente houvesse um significado registrado.
    Beijinhos de Rozangela Melo
    Se quiser retribuir a visita, fique à vontade...
    Veja nossa entrevista com o Jornalista Wander Veroni no blog:
    http://cafecomnoticias.blogspot.com/

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  12. Adorei. Nossa, nós falamos tantas coisas que nem pensamos de onde provém as frases.

    Eu vivo inventando as minhas gírias, bordões e expressões.

    Dia desses ainda lanço livro. hahaha.

    Como vc tá??

    Entre indas e vindas, eu vou tentando entrar nos blogs. Ando ainda meio sem tempo, mas já já entro no ritmo de novo.

    bju pra ti

    Dani
    http://daniuzeda.blogspot.com

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  13. Adorei as curiosidades.
    "Nas coxas" eu vagamente me lembrava. Mas o que gostei, ri, foi do "conto do vigário"... ahhh espertinho...

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  14. rsr
    muito bons
    alguns eu ja conhecia
    ^^

    se puder
    http://sonabrisa.nomemix.com/

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