20 de abril de 2009

Crise, que mané crise !!!

A retração dos mercados mundiais nos leva a crer que a arrecadação pública também tem sofrido importante diminuição, pois se sabe que a principal fonte de receita dos governos é o recolhimento de impostos, fortemente baseados na circulação de mercadorias. Sendo assim, imaginaríamos nós, cidadãos comuns com um mínimo de discernimento, que os gastos governamentais deveriam passar por uma readequação.

Nada muito diferente de uma família ou uma empresa, como exemplos, que tenham suas receitas drasticamente diminuídas. Solução: readequação dos gastos, com provável diminuição do orçamento familiar e empresarial, respectivamente.

Vale ressaltar, de antemão, que o investimento público em atividades econômicas básicas estruturais é fundamental nestes momentos de crise. Investimento este que pode ser feito de forma direta, com injeção de recursos, ou indireta, através da renúncia fiscal, rebaixando ainda mais o quinhão arrecadado pelos governos.

E dessa forma tem agido o governo brasileiro. Desde o agravamento da crise internacional em setembro do ano passado, as desonerações de impostos definidas pelo governo brasileiro vão desfalcar os cofres públicos em R$ 12,4 bilhões neste ano, segundo levantamento da Receita Federal, fora o montante perdido em virtude do desaquecimento da economia.
Solução: readequação dos gastos, com provável diminuição do orçamento público em determinados pontos, quais sejam, aqueles relacionados ao custeio da máquina pública.
Porém, paradoxalmente, não tem se verificado tais atitudes nos gastos da União e dos Estados brasileiros, pelo contrário, os gastos têm aumentado! Fenômeno que tem se materializado como uma tendência nacional e suprapartidária.

Nos últimos dois anos, a União, sob a égide do governo Lula, aumentou seus gastos com funcionalismo em 26,2% e os Estados, como um todo, em 25,2%. Como exemplo, o Estado de São Paulo, governado pelo tucano José Serra, teve aumento de 25% nesta área orçamentária. Ao passo que no mesmo período, o IPCA (Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo) teve aumento de 10,6%.

É bem verdade que a maior parte dos últimos dois anos se deu sob uma economia vigorosa e aquecida. O que não elimina a irresponsabilidade dos números acima apresentados. Principalmente se analisarmos os orçamentos deste ano com os gastos oficiais em publicidade.
São números que revelam a preocupação inexistente dos executivos brasileiros com os efeitos da crise e, ao mesmo tempo, o já latente interesse com as eleições de 2010.

Segundo reportagem publicada na segunda-feira (13/04/2009) no jornal Folha de S. Paulo, as verbas previstas para a propaganda oficial cresceram 43,6% neste ano com relação a 2008 no Estado do governador José Serra. Em Minas, o tucano Aécio Neves aumentou em 35,7% os gastos com publicidade em 2009 ao passo que no governo federal o presidente Lula cravou um aumento de 25,8%.

Como se vê, estão todos navegando sobre marolinha, e não sob tempestade.



Por: Pedro Rossi
Leia mais sobre política da coluna Bronca do pedrão

22 comentários:

  1. òtima matéria \o//


    depois da uma passadinha no meu

    www.pipocaverde.blogspot.com

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  2. Excelente matéria, mesmo!!!

    Dá uma passadinha no meu...

    www.revistacontextosg.com

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  3. Muito bom o seu artigo a legação do governo é qque os investimentos tbem fazem a economia girar e assim amenizar os efeitos da crise
    da uma olhad no meu blog
    quem sabe seremos parceiros
    http://aflaudisiodantas.blogspot.com/

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  4. otima materia,
    o governo tinha q se liga nisso

    se puder
    http://sonabrisa.nomemix.com/

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  5. O governo age (sempre agiu) como se Brasilia fosse a ilha da fantasia, e realmente é. Salários milionários, benefícios sem fim e trabalho de menos. Em Brasília e em todas as assembleias e câmaras municipais. E isso não vai mudar enquanto o povo não exigir a mudança, aí que mora o problema.

    Abração

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  6. valeu Pedrão excelente máteria! seria bom que eles lessem. Qundo será que vai diminuir esta mariola?

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  7. A crise veio a calhar pra muita gente. Na Bahia, por exemplo, o governador daqui, o brother do Lula ( Jacques Wagner) cortou R$ 26 milhões da educação. Resultado: défict de professores, sem aumento salarial e diversos deixando as "horas extras" porque o governo avisou que não iria pagar. A regra agora é essa: cortar custos.

    Mas as verbas de gabinete dos deputados ninguém fala nada. Aliás, para que serve mesmo um deputado, um vereador? É um tungada atrás de outra no dinheiro público, gasto com orgias e farras carnavalescas pelo país, ao passo que quando se fala em estipular um piso salarial de R$ 950 para os professores tem muito governador por ai que até entra na justiça para impedir isso.

    Só mesmo uma tempestade para varrer essa corja.

    abs!

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  8. Como o pessoal disse, legal se eles lessem, mas será que adiantaria alguma coisa?

    To seguindo o blog e o Twitter...

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  9. Enquanto existir parlamentares como aqueles que gastam as verbas indenizatórias com viagens pessoais, levando todos os parentes, amigos e amantes juntos, os gastos públicos NUNCA vão parar de crescer!

    Aliás... o Congresso é uma bolha, distante da realidade social, onde a crise não faz a menor diferença! Marolinha? Tempestade? Tsunami??? Só aqui, no povão!

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  10. Até agora penso que a tal crise foi um grande engodo, aproveitaram essa farsa para fazerem uma "limpa" em muitos setores!
    O Lula, bom, ele eu acho que se saiu muito bem, mesmo sendo atacado e virado chacota de muita gente.
    Espero que ele continue firme, não se iluda com esse Obama e os demais presidentes utópicos da A.L.
    Boa semana.

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  11. O Lula acha que manja muito da crise né? Hahaha ele é ridículo, meu deus. (E depois ainda dizem que ele é 'o cara'). Mas enfim, como diz o ditado, em boca fechada nao entra mosca. Primeiro ele cometeu a gafe da 'marolinha', e agora ele fala que o Brasil não está sendo muiiito afetado. Depois de darem diploma pra ele - sem mérito - não querem dar um prof de economia também não?

    A matéria está ótima!! Parabéns!

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  12. Concordo, o Brasil ainda não sentiu os efeitos da crise como EUA e Europa. Tirando a parte das demissões em massa (originados porquê as empresas são dois locais que sofrem com a crise), o Brasil ainda cresce, de forma pequena, economicamente.

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  13. Sinceramente o que me chama mais a atenção de tudo em seu post é o gasto com publicidade. Devia ser proibido!

    Certta vez, viajando pelo Nordeste, liguei a tv e vi propagando do prefeito da minha cidade, Rio de Janeiro!!!

    Como assim, né?

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  14. crise,pra mim a verdadeira crise é o medo dela.

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  15. A crise não existe, só na cabeça dos idiotas, por que os ricos continuam ricos, e os pobres continuam pobres e blá blá blá!

    Cara ...Parabéns pelo blog!
    Abrs
    Jader

    PLANO B!

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  16. O fumoi é do grosso só quem sofre com essa crise é quem se preocupa com ela...

    vlw!!!

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  17. o governo deveria te dado mais atenção ah isso
    xD

    se puder
    http://sonabrisa.nomemix.com/

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  18. EU TAVA MIO POR FORA DISSO
    OBRIGADA POR PUBLICAR SOBRE ISSO

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  19. Muito bom o artigo!
    É aquilo que todos nós já sabemos,o grande descaso do poder público com o povo.
    Salários e regalias absurdas para integrantes do governo enquanto o país sofre, e agora, não há quem nao esteja sentindo isso na pele.

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  20. parabéns por destacar o assunto... e me ponho a dar o meu pitaco... se esse governo fosse sério (como diziam na campanha ser) teriam enxugado a maquina e teriam agido com Ética desde o inicio... mas na prática o discurso nao se fez... é lamentável!

    http://vira-lataderaca.blogspot.com/

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  21. Todas as economias que os governantes estão fazendo são aqueles que de uma forma ou de outra diminui o do nosso pobre bolso.
    O governo federal que deveria nessa hora fazer a reorganização do caixa na verdade não está fazendo, o está investindo para conter a crise é muito pouco diante da realidade.
    Excelente sua matéria sobre este assunto.

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  22. Nesta crise está vigorando a teoria Keynesiana onde resa que o governo em momentoa de crise deve ser o fomentador do mercado em substituição ás empresas do mercado, aumentando o gasto público, assim gerando emprego especialmente em investimentos estruturais (metro, moradias, pontes, estradas, hospitais, barragens, mas incrementaram o modelo que não faz menção a isenções fiscais ( acho que não deveriam fazer isso da maneira como estão).

    Com a isenção fiscal, pode se incentivar muito, mas quando a "marolinha" as empresas terão um aaperto fiscal, o que (para não perder receita)fará com que enfrentemos arroxo salarial vivido entre 80 e 90 (isso é pros mais velhos).

    Em resumo o cid~dão comum será convocado à pagar a conta.

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